quinta-feira, agosto 26

Ecos opacos de um futuro quase brilhante

Hoje o senhor Johnny Kagyn me fez ler algo que eu escrevi há tempos. Um post antigo, nesse mesmo blog onde ele questiona "O que é ser Dramaturgo?" E eu, no mais ingênuo lirismo devolvi metáforas que nem de longe saciam a sede de quem sempre se questiona e sempre vai se debater nos quartos escuros do que é entender a si mesmo, nos úmidos e obscuros subsolos, nas sombras do que achamos que somos. Eu disse:

"É um olhar para dentro de si mesmo e trazer a tona através de meias palavras e imagens inteiras, ecos de intermináveis conversas e memórias e planos futuros, mil futuros possíveis."

Então eu olhei pra dentro de mim, ouvi ecos opacos de um futuro quase brilhante. Chorei, me arrependi de ter chorado em frente a dramaturga sedenta de espaço e sentei-me, a sua frente, pra ter uma conversinha séria com ela. E o que ela me disse em resposta a tanto silêncio e indiferença da minha parte foi isso:

Tristesse
(Milton Nascimento)

Como você pode pedir
Pra eu falar do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi


Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas prá mim não morreu


Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor
Que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então...


Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então...


Como você pode pedir...

1 Comments:

At 1:37 PM, Blogger Johnny Kagyn said...

Não esperava tal efeito... Mas sabia, o tempo todo, que você está aí. Olá dramaturga.

 

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